
Se você é madrasta e se sente perdida, intrusa, fora do contexto, bem-vinda ao clube.
É assim mesmo.
Mas não precisa ser assim para sempre. Agora, prepare-se: mesmo quando faz tudo certinho, não dá para ter pressa. Geralmente é necessário pelo menos um ano para apagar o incêndio e quatro para as cinzas esfriarem. Foram os pesquisadores do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul que chegaram a esses números, depois de entrevistar 400 adolescentes de classe média de Porto Alegre, filhos de recasados.
Uma das pesquisadoras, Adriana Wagner, transformou as descobertas na antologia Família em Cena -- Tramas, Dramas e Transformações, no qual chama a atenção para um erro que a chamada mãe-estepe vive cometendo com a melhor das intenções: “Transferir para a nova família o mito do amor materno e incondicional próprio do modelo tradicional”.
Resumindo, a tese da dra. Adriana e colaboradores é que “ninguém é obrigado a amar como se tivesse laços de sangue”.
Logo, não há razão para se corroer de culpa se não morrer de paixão pelos garotos à primeira vista. Ou à décima. E, vamos combinar, nem laços biológicos são garantia de uma relação harmoniosa 100% do tempo. Somos humanos, nos irritamos, brigamos. E, depois, fazemos as pazes e tudo certo. Sejamos pais e mães “de sangue” ou não.
Adriana tem consciência disso: “Não quero passar a idéia da madrasta perfeita, pois isto não existe, assim como não existem mães perfeitas, pais perfeitos... Só que a madrasta é sempre olhada com lente de aumento. A madrasta que acorda de
mau humor se transforma na “má madrasta” e não em alguém que acordou de mau humor, entendeu?”, brinca.
Interessante isto! Só que não dá pra ser 'madrasta' para sempre!!!
EU QUERO MEU BEBÊ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!














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